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Onde nasceu o Carnaval?

por Jorge Soares, em 08.02.16

Carnaval

Imagem minha do Momentos e Olhares

 

Ao contrario do que muita gente possa pensar, o Carnaval não é uma festa inventada pelas mulatas esculturais no Brasil, também não é uma tradição católica e não tem nada a ver com a Quaresma e o jejum, que são invenções bem mais recentes.

 

A origem da tradição do Carnaval remonta à Grécia antiga, por volta de 600 antes de Cristo com o aparecimento da agricultura, os antigos gregos festejavam mais ou menos nesta altura a fertilidade e produtividade dos solos. Desde o século VII antes de Cristo, quando se festejava o culto a Dionísio e até ao ano 590 d. c., festejava-se o Carnaval pagão.

 

O festejo com folias e máscaras tem origem no antigo Egipto, onde os foliões se juntavam à volta da fogueira. Do Egipto a tradição espalha-se pela Grécia e  Roma antigas e é nesta altura em que o sexo e as bebidas se incluem na tradição. A festa funcionava como uma válvula de escape para a intensa luta entre classes sociais.

 

No Ano 590 depois de Cristo, a igreja católica decide incorporar a festa como um evento religioso numa tentativa de a controlar, já que era considerada um evento libertino e pecaminoso.  Em 1545, o Concilio de Trento reconhece o Carnaval como um evento de rua e popular e define a data em que se deve festejar. Isto para evitar que coincida com a Páscoa.

 

O Carnaval ocorre sempre 40 dias antes do Domingo de Ramos, que se festeja na semana anterior à Pascoa. A Pascoa católica por sua vez, ocorre sempre no primeiro fim de semana a seguir à primeira lua nova da Primavera.

 

O Carnaval foi levado para o Brasil pelos Portugueses, ainda que quem der uma olhadela pela maioria dos Carnavais que por cá se festejam, fique com a certeza que foi ao contrário... e este ano com o frio que está, causa arrepios só de olhar.

 

Jorge Soares

publicado às 23:20

Corações frios

 

Imagem minha do Momentos e Olhares

 

Vamos começar pelo principio, quem foi São Valentim?  Valentim foi um bispo que viveu no terceiro século da era católica e que contrariou as ordens do imperador Cláudio II, que havia proibido os casamentos durante as guerras porque acreditava que os homens solteiros eram melhores guerreiros.

 

Além de continuar a celebrar casamentos, ele próprio se casou em segredo apesar da proibição do imperador. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, os jovens enviavam-lhe flores e bilhetes onde diziam que ainda acreditavam no amor. Enquanto aguardava na prisão o cumprimento da sua sentença, apaixonou-se pela filha cega de um dos guardas da prisão e, milagrosamente, devolveu-lhe a visão. Antes da execução Valentim escreveu-lhe uma mensagem de adeus, na qual assinava como “Seu Namorado” ou “De seu Valentim”.

 

Considerado mártir pela igreja, o dia da sua morte, 14 de Fevereiro do ano de 270, passou a ser festejado como o dia de São Valentim, com o tempo nos países de língua inglesa a data foi aproveitada para se festejar o dia do amor ou dos namorados.

 

Há outra tradição que diz que na idade média se considerava o dia 14 de Fevereiro como o primeiro dia em que após o inverno os pássaros acasalavam, ocasião que os namorados aproveitavam para deixar mensagens de amor  na porta da sua amada.

 

A versão moderna começou por ser festejada nos Estados Unidos, após o que se estendeu aos outros países de língua Inglesa e com o tempo ao mundo inteiro. 

 

Como já aqui disse muitas vezes, sou avesso aos dias, a este e a quase todos, acho que o amor, como as crianças, como as mulheres, como tudo, se deve festejar todos os dias...  o amor não tem dia nem momento, o amor, como a amizade, deve ser quando acontece, e desde aí deve ser um bocadinho todos os dias... carinho com data e hora marcada não é amor é castigo.

 

Passem bem e por favor, sejam felizes, todos os dias

 

Jorge Soares

publicado às 19:59

Um natal Feliz ... mesmo sendo home made

por Jorge Soares, em 20.12.11

Natal Homemade

 

Imagens minhas do Momentos e Olhares

 

Há muito quem nesta altura se questione sobre o verdadeiro significado do natal, de há muito que a festa religiosa se converteu na festa da ostentação e do consumo, a partilha familiar deu lugar ao consumo desenfreado e a troca de presentes que se pretende simbólica, há muito que se converteu num ritual de ostentação em que mais que dar, interessa mostrar.

 

Para mim que até sou ateu, há muito que o natal se converteu mais que tudo na festa da família, uma altura em que para além de voltar às tradições, ao bacalhau com muito azeite, ao bolo rei, às rabanadas de vinho tinto, aos bilharacos, tento reviver um pouco do que era o natal da minha infância, quando as prendas eram trazidas pelo menino Jesus e não por um avozinho gordo de roupas berrantes e barbas brancas.

 

Por norma costumava fazer mil kms entre os dias 23 e 26 de Dezembro, Setúbal, Oliveira de Azeméis, Portalegre, Setúbal... ou ao contrário... sempre foram kms que não me pesaram, que fiz com gosto, porque com chuva ou com o sol frio do Inverno, no fim da viagem estava sempre o calor humano da família.

 

Este ano foi diferente, este ano e como prova de que o natal é quando a gente quiser, uma parte do natal foi mais cedo, um natal como mandam as regras, com viagens, com muito frio lá fora e o calor da lareira lá dentro, com peru, com bacalhau, com doces natalícias, com crianças felizes...e como não podía deixar de ser, com prendas que fizeram as delícias dos mais pequenos.

 

Foi também um natal adaptado aos tempos que correm, todos fizemos um compromisso de que para além de haver menos prendas,  estas seriam o mais possivel feitas em casa... e assim foi.. e até os enfeites de natal foram originais e feitos em casa... 

 

Todos sabemos que se avizinham tempos complicados, mas uma coisa é certa, o natal será sempre o natal, poderá ser mais pobre, com menos ostentação, com menos prendas... mas será de certeza muito mais genuíno e alegre como sempre.

 

Quero desejar a todos os que por aqui passam um muito feliz natal...e por favor, sejam felizes.

 

Jorge Soares

publicado às 22:10

Girls not brides, as meninas não são noivas

Imagem de Girls not Brides

 

O casamento infantil rouba a infância a 10 milhões de raparigas todos os anos. Baseado nas tradições, o casamento infantil nega a milhões de meninas o seus direito à saúde, educação e segurança.

 

Neste vídeo uma série de personalidades tentam chamar a nossa atenção para uma prática terrível que baseada em supostas tradições ancestrais rouba a vida a milhões de crianças todos os anos. No vídeo, personalidades como Graça Machel, Desmond Tutu ou  Mary Robinson, tentam chamar a atenção para este problema que todos os dias rouba a inocência a muitas crianças. O Objectivo é pedir ao mundo para que se faça um esforço para que se possa terminar com esta prática numa geração... mostrar ao mundo que as tradições não são leis.

 

As crianças não são noivas, as tradições também se mudam, fim ao casamento infantil.

 

 

Jorge Soares

PS: Obrigado pela partilha Dulce

publicado às 21:26

O natal, afinal, o que é o natal?

por Jorge Soares, em 19.12.10

Natal, afinal, o que é o natal?

Imagem minha, do Momentos e Olhares

 

Este post da Manu deixou-me a pensar, o post e os comentários, assim como este da Rita, e hoje uma troca de ideias com a Sandra no Facebook. Ao contrario da maioria das pessoas, eu não tenho grandes recordações do natal da minha infância, por muito que tente não me consigo lembrar de nenhuma prenda... mentira, lembro-me que havia sempre um chapéu de chuva de chocolate... curiosamente lembro-me dos carrinhos e camiões, dos legos e demais brinquedos de moda que os meus primos recebiam.. e que invariavelmente eu invejava quando no dia 25 nos encontrávamos em casa da minha avó.

 

Quer isto dizer que os meus natais eram tristes? não, claro que não, eram simplesmente os natais humildes das pessoas humildes, em minha casa havia árvore de natal, presépio e luzinhas, e havia batatas e bacalhau e bolo rei... mas o facto de haver menos consumismo, menos prendas,  menos coisas, fazia do meu natal de então um natal melhor que o de hoje? É que por vezes fico com a sensação que assim é, que o natal de hoje como tem muitas coisas, muitas prendas, muita comida, muito consumismo, é mau.

 

Lendo os comentários ao post da Manu ficamos com a sensação que as pessoas  resistem a ser felizes,  a aceitar que um natal cheio de coisas, cheio de prendas, cheio de consumismo é um natal mau... não é natal, porquê? O que tem de mal que as pessoas possam comprar, dar prendas, partilhar?

 

Eu olho para trás e resisto-me a pensar que o natal dos meus filhos seja pior que os meus, não, resisto a acreditar que o facto de que os meus filhos tenham tudo aquilo que eu sonhava e não podia ter seja mau...eu sou muito feliz porque ao contrário dos meus pais, eu posso dar-me ao luxo de comprar para os meus filhos muitas coisas.

 

As pessoas dirão que se perdeu o significado do natal... pois a isso eu respondo que o natal, para além de ser quando o homem quiser, também significa o que quisermos. Eu sou ateu, evidentemente não festejo o nascimento de um menino numa manjedoura, mas festejo o momento, a presença da família, se quiserem, festejo a alegria de poder ter um natal, de poder comer, comprar, gastar.... porque o natal já era natal antes de supostamente ter nascido um menino algures a Oriente... e como vão as coisas, daqui a 3 ou 4 gerações já poucos pensarão nesse menino, mas aposto que o natal continuará a ser festejado.. e espero que com muito mais luz, muito mais festa... muito mais alegria...

 

Jorge Soares

publicado às 21:45

A Origem do Carnaval

por Jorge Soares, em 14.02.10

Carnaval Português, Cabeçudos

 

Hoje é o dia dos namorados e é Domingo de Carnaval... por uma vez as datas fazem sentido . Fiquei na dúvida se havia de falar da tradição comercial americana, ou do nosso "ninguém leva a mal"..., ganhou o Carnaval.

 

Ao contrario do que muita gente possa pensar, o Carnaval não é uma festa inventada pelas mulatas esculturais no Brasil, também não é uma tradição católica e não tem nada a ver com a Quaresma e o jejum, que são invenções bem mais recentes.

 

A origem da tradição do Carnaval remonta à Grécia antiga, por volta de 600 antes de Cristo com o aparecimento da agricultura, os antigos gregos festejavam mais ou menos nesta altura a fertilidade e produtividade dos solos. Desde o século VII antes de Cristo, quando se festejava o culto a Dionísio e até ao ano 590 d. c., festejava-se o Carnaval pagão.

 

O festejo com folias e máscaras tem origem no antigo Egipto, onde os foliões se juntavam à volta da fogueira. Do Egipto a tradição espalha-se pela Grécia e  Roma antigas e é nesta altura em que o sexo e as bebidas se incluem na tradição. A festa funcionava como uma válvula de escape para a intensa luta entre classes sociais.

 

No Ano 590 depois de Cristo, a igreja católica decide incorporar a festa como um evento religioso numa tentativa de a controlar, já que era considerada um evento libertino e pecaminoso.  Em 1545, o Concilio de Trento reconhece o Carnaval como um evento de rua e popular e define a data em que se deve festejar. Isto para evitar que coincida com a Páscoa.

 

O Carnaval ocorre sempre 40 dias antes do Domingo de Ramos, que se festeja na semana anterior à Pascoa. A Pascoa católica por sua vez, ocorre sempre no primeiro fim de semana a seguir à primeira lua nova da Primavera.

 

O Carnaval foi levado para o Brasil pelos Portugueses, ainda que quem der uma olhadela pela maioria dos Carnavais que por cá se festejam, fique com a certeza que foi ao contrário... e este ano com o frio que está, causa arrepios só de olhar.

 

Jorge Soares

publicado às 21:50

E a vossa passagem de ano?, como é?

por Jorge Soares, em 28.12.09

Fogo de artificio no ano novo

 

Imagem da internet

 

 

Ontem falamos aqui do natal, o comentário da Sandra deixou-me a pensar. Conheço a Sandra e o António há algum tempo, partilhamos muitíssimos pontos de vista, e algumas.. bastantes .., formas de estar na vida.... são pessoas que quando abraçam uma causa, fazem-no com convicção absoluta, sem meios termos, só para dar um exemplo, eles são de entre as centenas de candidatos à adopção que conheço, os únicos que se dispuseram a adoptar sem colocar nenhuma condição.. nenhum limite.

 

Entendo a forma de olhar para o natal da Sandra, mas apesar de ser tão ateu como ela, não consigo olhar para as coisas de uma forma tão radical, como disse ontem, para mim o natal tem um significado que tem pouco de religioso, mas não deixa de ter um significado importante, é a festa da família. Era capaz de deixar aqui uma aposta em como a Nessa para o ano que vem volta a desencantar os enfeites e volta a decorar tudo... 

 

Mas fiquei a pensar, e o ano novo?  Cá em casa o ano novo é a nossa festa, não vamos a lado nenhum, acendemos a lareira, preparamos o jantar, por norma Fondue, jantamos os 4, vemos televisão e quando se acerca a meia noite vamos algures ver o fogo de artificio, os 4, pelo prazer de ver o fogo..depois voltamos para casa..e já passou.

 

Sandra, como é que olhas para a passagem de ano? festejas? danças, gritas, comes uvas?..quiçá, dormes?..  como é que cada um olha para o ano novo? 

 

Jorge

 

 

publicado às 22:11

O que se celebra no nosso natal?

por Jorge Soares, em 15.12.09

O meu presépio.. o meun natal

 

 

 

Faz hoje exactamente um ano, falavamos aqui do natal do menino Jesus ou Do pai natal, para nós, os mais cotas, ainda é o natal do menino Jesus, para os mais novos, já é o natal do pai natal. Para todos ainda é a festa da família e uma enorme celebração do consumismo, mas eu achava que para além de tudo isto, ainda restavam as crianças, sendo a nossa uma cultura católica e até certo ponto tradicional, eu achava que pelo menos para as crianças o natal continuava a significar mais que outra coisa, o nascimento de um menino. 

 

Estes dois ultimos dias deitaram completamente por terra esta minha ideia, a Sonia Morais Santos tem um programa na Antena 1 que se chama Portugal dos Pequeninos, passa todos os dias pouco antes das 18 horas, como é a altura em que estou nos meus 45 minutos de introspecção, eu o transito e o radio, costumo ouvir. A Sónia costuma escolher um tema e vai perguntando a crianças entre os  4 e os 12 anos o que elas pensam do assunto, nos dois últimos dias o tema era o natal.

 

Uma a uma foram passando as crianças e a questão era mais ou menos a mesma, "O que é para ti o natal?" as respostas não variavam muito: as prendas, o fim do ano, as festas, num ou outro caso a família, os amigos, o inverno, os doces, o Pai natal.... A  Sónia bem se esforçava, mas quanto ao que se celebra no natal, o verdadeiro significado do natal, nada. 

 

No final do segundo dia e depois de a Sónia se esforçar muito, a ultima criança foi capaz de associar o natal ao nascimento de um menino, houve até quem associa-se o natal à morte de Jesus, mas sobre um menino que nasceu em Belém numa manjedoura, nada.

 

Está à vista que o velho das barbas destronou definitivamente o menino jesus, cá em casa o presépio com o menino, a vaquinha e os 3 reis magos, é obrigatorio em cada natal, mas imagino que nas casas destas crianças, tudo isto terá sido substituido por um pai natal a escalar a varanda.... não há menino Jesus para ninguém.

 

Ora, eu até sou ateu, mas até para mim é triste ver como não somos capazes de preservar as nossas tradições e as vamos substituindo por tudo o que vem da televisão... velhos gordos vestidos de vermelho incluidos.

 

Podem ouvi o podcast do programa aqui

 

Jorge Soares

Ps:Imagem minha

publicado às 22:00

Vá lá, o que se come no seu natal?

por Jorge Soares, em 21.12.08

Natal em Portugal

 

Ando há uns dias a tentar escrever um post sobre o que se come no natal em Portugal, já andei pelo google mais que uma vez, mas ou sou eu que estou com pouca paciência, ou a informação não está mesmo disponível.

A maioria das pessoas associa o bacalhau e as couves ao natal, mas a verdade é que existem muitas tradições diferentes, e há muita gente que não come bacalhau, há o polvo, o peixe seco dos pescadores, favas nos Açores, e de certeza que haverá mais que nem sabemos, vamos lá ver, e vocês, qual é a vossa tradição? Vamos lá ver se a seguir ao natal eu consigo escrever um post com as tradições do Minho ao Algarve.

O que se come no seu natal?

Jorge
 

publicado às 21:25


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