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Um país a perder a batalha contra a sida

por Jorge Soares, em 01.12.13

HIV/SIDA

Imagem do Público

 

Ouvi há pouco o ministro da saúde a falar em números, segundo ele os doentes com sida custam muito dinheiro ao país, não foram estas as palavras dele mas o significado é esse, e portanto não é por causa de uns trocos para o transporte que se deixam de tratar as pessoas. Infelizmente o seguimento da notícia desmentia o ministro e vimos como desde os hospitais há quem afirme que: 


"Há doentes com VIH/sida de todo o país que estão a ter dificuldades em ir levantar a medicação anti-retroviral aos hospitais devido ao custo dos transportes e ao agravamento das suas situações de vida por causa da crise, constatam médicos infecciologistas de todo o país."


Resumindo, os doentes tem que ir buscar a medicação aos hospitais, devido à crise deixam de o fazer com a sssiduidade necessária, já seja porque ao estarem desempregados não tem o dinheiro para o transporte, ou  tem empregos em condições precárias e para ir ao hospital tem que faltar ao emprego e nem sempre há a abertura suficiente por parte dos empregadores.


E assim se vai perdendo em Portugal a batalha contra a doença, a Sida é desde há bastante tempo uma doença tratável, os doentes estão condenados a tomar a medicação para o resto da vida, mas quando o fazem conseguem seguir em frente e ter dentro de todas as  condicionantes, uma vida normal.

 

A consequência de deixar de tomar os medicamentos normalmente significa o desenvolvimento de resistências ao tratamento e a necessidade de se passarpara um tratamento com  fármacos ainda mais caros.


Era bom que alguém explicasse tudo isto ao ministro da saúde, que pelos vistos está a leste do verdadeiro problema, aquilo que para ele são trocos, para os doentes é muitas vezes a diferença entre ter ou não comida ao fim do dia, não é difícil entender qual a escolha que faz alguém quando se depara com ter dinheiro para a sua comida e a da sua família ou ir ao hospital buscar os medicamentos... por muito que isso mais tarde ou mais cedo lhe custe a vida.

 

Tudo isto o que significa é que entre  a crise e a falta de visão da realidade, há milhares de portugueses que são condenados à morte, o país vai perdendo a guerra contra uma doença que há muito está controlada.

 

Além tudo isto, continuamos a ouvir falar da doença uma vez por ano no dia 1 de Dezembro, durante o resto do ano metemos a cabeça na areia e parece que não interessa falar do assunto , continua a faltar educação e prevenção. 

 

Jorge Soares

publicado às 20:02

Bendito preservativo que tiras a SIDA ao mundo

por Jorge Soares, em 06.12.10

Bendito preservativo que tiras a SIDA do mundo

 

Encontrei a noticia no Público, o Cartaz acima faz parte de uma campanha  da Juventude Socialista da Andaluzia que foi preparada para o Dia Mundial contra a Sida.  É uma imagem forte e como seria de esperar, parece que está a causar um enorme burburinho em Espanha. Eu sou leitor habitual tanto do El Pais como do El Mundo, dois jornais de referência no país vizinho, curiosamente não tinha visto nada sobre este assunto... o tema do momento para nuestros hermanos é mesmo a paralisação "selvagem" dos controladores aéreos.

 

Quando fui ao El Pais à procura desta noticia, encontrei uma outra que diz o seguinte: A média de positivos com HIV nas análises feitas a jovens, multiplicou por 5 desde  2004.

 

A mesma noticia diz que a média de positivos em Madrid em jovens entre os 13 e os 20 anos passou de 1,8 em 2004 para 9,7 % em 2009. A noticia termina com uma chamada de atenção para a deficiente educação sexual entre os jovens que os está a levar a seguir comportamentos de risco... lá como cá!

 

Quando pensamos em 10% de jovens infectados entre os que fazem as análises, se calhar olhamos para o cartaz e já não o achamos assim tão violento, não acham?

 

Esta é a realidade Espanhola, alguém acredita que em Portugal é diferente?

 

 

Toma medidas, Utiliza-o

 

 

 

Prevenção é preciso, educação é preciso.. campanhas como esta, fortes, directas, são definitivamente precisas.

 

Jorge Soares

publicado às 21:56


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